A história do TotalAdventure do jeito que se conta em Forjavale: o mundo inteiro, o dia em que ele partiu e a ilha que guardou a Forja. Nenhuma ilha conta a verdade inteira — esta é a versão de Bigorna.
“Antes, o mundo era inteiro. Hoje, cada pedaço jura que é o mundo todo.” — ditado de Forjavale
Um continente, reinos que dependiam uns dos outros. Cada um guardava um Ofício e nenhum dominava todos. Bigorna forjava para todos.
O que ficou: relíquias de outros Ofícios e canções que só Mael lembra.
O mundo rachou. Os reinos subiram ao céu como ilhas, cada um levando só o seu Ofício. O que ficou embaixo virou o Abismo.
O que ficou: as ilhas, o Abismo, os Ofícios separados.
Gerações isoladas. As forjas antigas foram seladas nas profundezas, cada uma com um guardião. O Colosso Ancestral ficou preso na rocha.
O que ficou: os guardiões das cavernas e as licenças do castelo.
Forjavale foi refundada em volta da lava viva. Os Despertos começaram a chegar. Itinerantes trazem sinais de que há mais além das montanhas.
O jogo começa aqui.
“Batemos forte demais.”
A versão de Bigorna para a Ruptura
Todo mundo concorda com o que aconteceu: o mundo rachou, os reinos subiram, cada um num pedaço, e o que ficou embaixo virou o Abismo. Em Bigorna dizem só que foi “há eras”.
A briga é sobre o porquê. Em Bigorna contam que a culpa foi deles: a forja mais funda, a Forja Rubra, tentou forjar algo grande demais, e o golpe partiu o mundo. O Colosso Ancestral foi preso na rocha pra segurar o que sobrou.
As outras ilhas, se ainda existirem, provavelmente contam diferente. Cada uma carrega um pedaço de verdade e um pedaço de orgulho. Nenhuma é inteira, e nenhuma é mentira completa.
No dia do grande golpe, o exército inteiro de Bigorna estava em formação no campo ao sul da vila, pra assistir e celebrar. Quando o mundo rachou, a terra se abriu debaixo deles. Poucos sobreviveram. Por isso o Campo das Lâminas tem mortos inquietos, a Fortaleza Caída foi abandonada por falta de soldados e a coroa, sem exército, governa pelas licenças. Na Ilha da Vigília ainda há quem espere a Asa de Bigorna voltar.
Na Terra Inteira, Bigorna era o reino que forjava pros outros. Diziam que ali ficava a bigorna onde o mundo foi batido pela primeira vez, e que o fogo sob a montanha era o mesmo desde o começo.
Cada caverna é uma forja mais antiga e mais funda que a anterior. Descer é voltar no tempo.
O cavaleiro do castelo, Sir Aldric, controla quem desce. A licença é cara de propósito: pra coroa, acordar o passado tem preço.
O que ficou embaixo quando os reinos subiram. Ninguém que desceu voltou pra contar como é.
“Então o velho ainda acredita em novos mineradores... Vamos ver se você dura mais que os últimos.”
— Bronn, o Minerador Experiente
De tempos em tempos, alguém acorda nas encostas de Bigorna com pó de pedra nas mãos e nenhuma lembrança clara de antes. Ninguém sabe se são sobreviventes da Ruptura que a rocha guardou dormindo, ou se a ilha simplesmente faz gente, como faz minério. Em Forjavale isso é tão comum que tem nome, costume e um guia só pra isso: Elderon.
O jogador é um deles. Não o primeiro, não o último, não o escolhido. A vila os trata com a cortesia cansada de quem já viu muitos chegarem: Elderon acolhe, Bronn aposta quanto tempo você dura.
O Escrivão de Forjavale anota cada Desperto no Livro dos Nomes. A maioria das linhas é curta: nome, data, “desceu à Pedreira”. Algumas são longas. A reputação da vila é o tamanho da sua linha.
Você não é necessário. Você é possível. O mundo não precisa do jogador pra funcionar — e é exatamente por isso que o que ele escolhe fazer tem valor. Nada obriga ninguém a descer à Forja Rubra; quem desce, desce por escolha.
Cada um responde do seu jeito o que dá valor a uma vida. Eles discordam entre si — o mundo tem opiniões, não uma voz oficial.
“O primeiro passo define a jornada.”
“Ouro brilha. Pedra corta. E descuido mata.”
“Metal bruto não faz lenda. Forja faz.”
“Descansar também faz parte da jornada.”
“Sobreviver não é sorte. É preparo.”
“Nada se move sem moeda.”
“A floresta não perdoa quem caça sem propósito.”
“A Forja Rubra não é uma caverna. É um julgamento.”
“Melodias que ecoam além da vida.”
“Quando acorda, a terra inteira lembra.”
A gente da vila: ferreiros, mineradores, mercadores, estalajadeiros. Não é guilda formal; é a vila inteira decidindo o quanto confia em você. Os títulos de reputação são o jeito da vila dizer quanto espaço o seu nome ocupa no Livro dos Nomes.
Aventureiros e caçadores que mantêm a mata, os campos e as ruínas em ordem desde o Silêncio. Sem eles, os mortos e as feras chegariam às portas de Forjavale. Não caçam por esporte: vivem de contratos e forjam chaves que abrem caminho até os grandes predadores, entregues só a quem provou propósito.
Forjavale, o castelo, os lagos, as vilas e as forjas seladas, em prints reais do servidor.
Lugares de Bigorna →Como funciona cada sistema: mineração, forja, missões, runas e o resto.
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